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CORALLUS BATESII E CORALLUS CANINUS  - PERIQUITAMBÓIA

 

A Corallus batesii, popularmente conhecida como Araramboia ou Periquitamboia da Bacia Amazônica, é uma das serpentes mais BELAS, icônicas e visualmente impressionantes do Brasil. Frequentemente confundida com a Corallus caninus, ela foi revalidada como uma espécie distinta em 2009.

A Corallus caninus, conhecido popularmente como araramboia, arauemboia, cobra-papagaio, jiboia-verde, periquitamboia, araboia e jiboa-arborícola-esmeralda, é uma serpente amazônica de hábitos noturnos, considerada um dos mais exuberantes ofídios. Pertence à família dos boídeos, é não peçonhenta, com dentição áglifa. Sua medida pode ultrapassar mais de 1,50 metros de comprimento.[4] A espécie possui ainda dorso verde com barras transversais branco-amareladas e região ventral amarela, mas podem ser encontrada na coloração verde ou também com pigmentações pretas.

 

 

Classificação taxonômica da PERIQUITAMBOIA

 

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Reptilia

Ordem: Squamata

Família: Boidae

Gênero: CORALLUS

Espécie: CORALLUS BATESII

 

 

Características da Corallus Batesii

 

1. Aparência e Morfologia

• Coloração Adulta: Apresenta um tom verde-esmeralda vibrante no dorso, que serve como uma camuflagem perfeita nas copas das árvores. O ventre é geralmente amarelado.

• Padrão Dorsal: A característica mais marcante que a diferencia de sua "prima" (C. caninus) é uma linha vertebral branca contínua (ou quase contínua) que percorre o dorso, muitas vezes acompanhada de manchas brancas triangulares que descem pelas laterais.

• Dentição: Possui dentes frontais extremamente longos e curvados para trás, adaptados para penetrar na plumagem de aves ou pelos de pequenos mamíferos e garantir que a presa não escape antes da constrição.

• Tamanho: Pode atingir, quando adulta, entre 1,80 m e 2,20 m de comprimento, sendo geralmente maior e um pouco mais robusta que a C. caninus.

 

2. Habitat e Distribuição

• Localização: Habita a Bacia Amazônica, ocorrendo ao sul do Rio Amazonas e a oeste do Rio Negro. É encontrada no Brasil (Amazonas, Pará, Rondônia), Peru, Bolívia, Equador e Colômbia.

• Estilo de Vida: É estritamente arborícola. Passa a maior parte do tempo enrolada de forma característica sobre galhos, formando uma "sela" com a cabeça descansando no centro dos anéis.

 

3. Comportamento e Dieta

• Hábitos: É uma serpente noturna. Durante o dia, permanece imóvel para se camuflar; à noite, torna-se uma predadora ativa de emboscada.

• Alimentação: Alimenta-se de pequenos mamíferos (como roedores e morcegos), aves e, ocasionalmente, lagartos. Ela utiliza fossetas labiais (sensores de calor) para localizar presas de sangue quente no escuro.

• Temperamento: Tranquilo, embora tenha dentes intimidadores e possa ser defensiva se perturbada, muitos criadores e pesquisadores a consideram ligeiramente mais calma que a Corallus caninus.

 

4. Reprodução (Mudança de Cor)

• Ovovivípara: Os filhotes se desenvolvem em ovos dentro do corpo da mãe e nascem já formados.

• Mudança Ontogenética: Esta é uma das curiosidades mais fascinantes: os filhotes nascem com cores avermelhadas, alaranjadas ou marrons. À medida que crescem (geralmente após o primeiro ano), a cor muda gradualmente para o verde definitivo.

 

 

DIFERENCIAÇÃO ENTRE Corallus caninus e Corallus batesii

As Corallus caninus e Corallus batesii são serpentes visualmente muito semelhantes e conhecidas popularmente como periquitamboia, jiboia-esmeralda ou cobra-papagaio. Elas foram consideradas a mesma espécie por muito tempo, mas estudos em 2009 confirmaram que são espécies distintas.

Esta é a forma mais fácil de distinguir as duas na natureza:

• Corallus caninus (Bacia do Escudo das Guianas): Ocorre ao norte do Rio Amazonas e a leste do Rio Negro. Encontrada nas Guianas, Suriname, Venezuela e norte do Brasil.

• Corallus batesii (Bacia Amazônica): Ocorre ao sul do Rio Amazonas e a oeste do Rio Negro. É encontrada no Amazonas, Pará, Rondônia, Acre e em países como Peru, Bolívia e Colômbia.

Embora ambas sejam verdes com manchas brancas, existem detalhes técnicos que as separam:

Característica

Corallus caninus (Norte)

Corallus batesii (Sul/Amazonas)

LinhaVertebral

Manchas brancas em formato de triângulo ou raios, geralmente desconectadas.

Frequentemente possui uma linha branca contínua que percorre o dorso (espinha).

ManchasLaterais

Poucas ou nenhuma mancha branca nas laterais do corpo.

Muitas manchas brancas espalhadas pelas laterais.

Escamas do Focinho

Escamas maiores e em menor número no topo do focinho.

Escamas menores e em maior número (mais fragmentadas).

TamanhoAdulto

Geralmente menores, em torno de 1,5m a 1,8m.

Podem atingir tamanhos maiores, chegando a 2,5m ou mais.

 

 

Ambas passam por uma mudança de cor (mudança ontogenética) conforme crescem:

• C. caninus: Os filhotes costumam ser de um tom vermelho-tijolo ou marrom-avermelhado intenso.

• C. batesii: Os filhotes tendem a ser mais alaranjados ou amarelos, mudando para o verde no primeiro ano de vida.

No meio herpetológico (criadores e biólogos), nota-se uma diferença sutil no comportamento:

• C. caninus: É conhecida por ser mais temperamental e defensiva.

• C. batesii: Geralmente é considerada um pouco mais dócil ou menos reativa em comparação com a "prima" do norte.

Reprodução da PERIQUITAMBOIA

São ovovivíparas (os ovos se desenvolvem dentro da mãe). Seus filhotes apresentam uma coloração avermelhada e podem caçar e comer sapos de árvores quase que imediatamente ao nascimento.

A Periquitamboia é venenosa?

Não

A Periquitamboia é uma serpente que não possui presa inoculadora de veneno, sendo, portanto, uma serpente de dentição áglifa. 

A PERIQUITAMBOIA pode ser comercializada?

SIM

 

 

Você sabia que a Periquitamboia pode ser criada como animal de estimação? No Brasil, é possível comprar e criar, entretanto, para ter essa serpente como animal de estimação, é necessário comprá-las em locais devidamente registrados e autorizados pelo Ibama.

As já vendidas nesses locais são indivíduos nascidos exclusivamente em cativeiro, ou seja, não foram retiradas do seu ambiente natural. Além disso, as Periquitamboias comercializadas possuem chips eletrônicos para identificação de origem e acompanham um certificado que mostra a condição de saúde desses animais, além, é claro, de informações a respeito de como esses animais devem ser criados.

É importante salientar que não se deve comprar animais silvestres sem procedências, sendo essa prática considerada crime. Assim sendo, caso queira adquirir um animal como esse, certifique-se que se trata de um local de compra licenciado.

Cuidados com sua PERIQUITAMBOIA

Manter uma Corallus batesii em cativeiro é considerado um desafio de nível avançado. Por serem animais sensíveis a variações ambientais e com um metabolismo específico, elas precisam de atenção.

 

1. O Terrário (Espaço e Orientação)

• Verticalidade: Sendo estritamente arborícolas, o terrário deve ser mais alto do que largo. 

• Poleiros: São fundamentais. Use galhos de diferentes diâmetros (ajustados ao tamanho do corpo da cobra) e posicione-os horizontalmente em diferentes níveis de altura.

• Ventilação: É um equilíbrio delicado. É necessária ventilação para evitar fungos e estagnação do ar, mas não tanta que impeça a manutenção da alta umidade.

 

2. Clima e Gradiente Térmico

• Temperatura:

• Lado Quente 30°C a 32°C.

• Lado Frio:25°C a 26°C.

• Queda Noturna: Pode cair para 23 °C - 24°C, simulando a floresta.

• Umidade: Este é o ponto mais crítico. A umidade deve flutuar entre 70% e 90%.

• Dica: Não mantenha o ambiente "encharcado" o tempo todo; deixe a umidade baixar levemente durante o dia e suba com borrifadores automáticos ou manuais à noite.

 

3. Alimentação e Metabolismo

• Dieta: Roedores (camundongos ou ratos jovens) de tamanho adequado.

• Frequência: Elas têm um metabolismo lento. Alimentar em excesso (regurgitação é comum se o item for grande) ou com muita frequência pode causar problemas de saúde graves. Adultos geralmente comem a cada 3 ou 4 semanas.

• Hidratação: Muitas Araramboias não bebem água de potes no chão. Elas preferem beber as gotículas de água que ficam nas próprias escamas ou nas folhas após a borrifação.

 

4. Iluminação

• Ciclo de Luz: 12 horas de luz e 12 horas de escuridão.

• UVB: Embora não seja obrigatório para a sobrevivência (como em lagartos), o uso de lâmpadas UVB de baixa intensidade (2.0 ou 5.0) é altamente recomendado para a síntese de vitamina D3 e para realçar a coloração vibrante do animal.

Como manusear sua PERIQUITAMBOIA

• Respeite o espaço: Esta espécie é voltada para a exibição. Embora possam ser acostumadas, o manuseio deve ser mínimo. 

• Técnica: Nunca puxe a cobra do galho (isso pode ferir sua coluna). O ideal é remover o galho com o animal ou usar ganchos.

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